Eu já vi esse cenário várias vezes: o pessoal compra cripto, deixa tudo na corretora “só por enquanto” e vai adiando a decisão de tirar de lá. Ainda acham que ter uma hardware wallet em 2026 é complicado demais.

Tudo certo… até o primeiro susto. Um hack, um saque travado, uma conta bloqueada. Aí vem aquele pensamento: “e se fosse comigo?”

É exatamente por isso que, no meu novo vídeo no canal da Underblock, eu mostro na prática como proteger suas criptomoedas usando a tecnologia mais atual de hardware wallet em 2026.

Se quiser ver o passo a passo completo, com a carteira em si e exemplos reais, recomendo assistir ao vídeo.

Se preferir seguir por aqui, organizei neste artigo os pontos centrais para você entender por que sair da corretora e usar uma hardwallet em 2026 faz tanto sentido hoje.

Por que deixar criptomoedas na corretora é um risco real em 2026

Quando você mantém suas criptomoedas em uma corretora, você não é o único dono daqueles ativos. Na prática, eles ficam sob custódia de uma empresa. Isso significa que, se algo acontecer com essa empresa, seus fundos podem ser diretamente impactados.

E esse risco não é teórico. Em 2011, por exemplo, a Mt. Gox — maior corretora da época — colapsou, e usuários perderam grandes quantidades de Bitcoin.

Anos depois, em 2022, a quebra da FTX mostrou que nem mesmo as maiores plataformas estão imunes.

Mais recentemente, vimos hacks bilionários em corretoras consolidadas. Eu mesmo fui impactado, embora com valores pequenos, justamente porque já seguia a regra de não deixar grandes quantias paradas nessas plataformas.

A corretora, de fato, oferece praticidade.

No entanto, essa praticidade vem acompanhada de risco. Para valores pequenos e uso frequente, até pode fazer sentido. Por outro lado, para patrimônio de longo prazo, essa escolha se torna difícil de justificar.

O que é autocustódia e por que ela importa em 2026

Autocustódia significa que só você controla suas criptomoedas. Ou seja, nenhum banco, governo, corretora ou empresa pode bloquear, confiscar ou impedir o uso dos seus ativos.

Dentro desse conceito, existem dois grandes caminhos que costumam gerar dúvidas.

Software wallets em 2026

As software wallets são aplicativos de celular ou extensões de navegador. Sem dúvida, elas já representam um avanço enorme em relação à corretora.

Ainda assim, continuam conectadas à internet e dependem do seu dispositivo. Por isso, se o celular for roubado, perdido ou comprometido, o risco aumenta consideravelmente.

Hardware wallets em 2026

Aqui, por outro lado, estamos falando do padrão mais alto de segurança.

Uma hardware wallet em 2026 é um dispositivo físico que mantém sua chave privada fora da internet. Dessa forma, você não carrega isso no dia a dia e não depende de um computador online para proteger seu patrimônio.

Como funciona uma hardwallet na prática

Uma hardwallet funciona como um chaveiro. A blockchain é o cofre onde seus saldos estão registrados. Já a chave privada, que abre esse cofre, fica protegida dentro do dispositivo.

Para movimentar suas criptomoedas, portanto, você precisa da hardwallet fisicamente.

Mesmo que alguém tenha acesso ao seu celular ou computador, não consegue fazer nada sem o dispositivo. Com isso, esse modelo reduz drasticamente os vetores de ataque mais comuns no mercado cripto.

O problema das seed phrases nos modelos tradicionais

A maioria das hardwallets tradicionais funciona com seed phrase: uma sequência de 12 ou 24 palavras que você precisa anotar e guardar com extremo cuidado. Caso perca essas palavras, o acesso aos fundos é perdido de forma definitiva.

Infelizmente, isso já aconteceu inúmeras vezes. Pessoas esqueceram frases, jogaram papéis fora, erraram uma palavra ou simplesmente não conseguiram recuperar o acesso.

Ou seja, não é falha tecnológica, mas sim erro humano.

A evolução das hardwallets e o cenário de hardwallet 2026

Justamente por causa disso, uma das grandes evoluções recentes no mercado foi o surgimento de hardwallets que eliminam a necessidade de memorizar ou guardar seed phrases manualmente.

Em alguns modelos, especialmente em formato de cartão, a chave privada fica armazenada de forma segura em um chip dedicado.

Assim, você recebe um cartão principal e cartões de backup. Se perder um, usa outro. Consequentemente, não precisa lembrar palavras nem anotar nada.

Além disso, o formato discreto resolve outro problema importante: segurança física.

Um cartão sem identificação não chama atenção e pode facilmente passar despercebido. Por esse motivo, para quem se preocupa com privacidade, isso faz muita diferença.

Integração com aplicativo e camada extra de segurança

Essas hardwallets funcionam em conjunto com um aplicativo de celular. O app serve para visualizar saldo e preparar transações. Entretanto, nenhuma movimentação acontece sem o cartão físico.

Mesmo que alguém roube seu celular, ainda assim não consegue mover seus fundos sem a hardwallet.

Desse modo, cria-se uma separação clara entre visualização e controle real dos ativos.

Hardwallet 2026 e geração de rendimento

Outro ponto relevante é que algumas soluções já permitem gerar rendimento com determinados criptoativos, como staking ou yield, sem abrir mão da autocustódia.

Você continua sendo o único dono das moedas e, ao mesmo tempo, pode colocá-las para render dentro das opções disponíveis na própria carteira.

Não se trata de promessa milagrosa, mas de uma funcionalidade que amplia o uso da hardwallet além do simples “guardar”.

Controle total ou risco desnecessário? Você escolhe.

Se você não controla as chaves privadas, você não controla o seu patrimônio. Esse é o ponto central de tudo que falamos até aqui.

Se você tem valores relevantes em cripto ou simplesmente quer controle total sobre o que é seu, usar uma hardware wallet em 2026 não é exagero — é prudência.

Deixar criptomoedas na corretora é aceitar um risco que você não controla. Em contrapartida, usar uma hardwallet é assumir responsabilidade pelo seu dinheiro.

Se você está pronto pra esse passo agora, eu recomendo conhecer a Tangem.

É a solução que eu uso e mostrei na prática: autocustódia real, sem seed phrase para decorar, com cartões de backup e um nível de simplicidade que reduz muito o risco de erro humano.

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Avalie, compare e decida com consciência — porque, no fim das contas, a máxima continua sendo verdadeira: Not your keys, not your crypto.

Obrigado por ter lido até aqui.

Nos vemos no próximo conteúdo!